'Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional.'

Agatha Christie.

domingo, 25 de setembro de 2011

I don't believe it's bad slittin' my throat... it's all I ever...

http://www.youtube.com/watch?v=R1aHXGGqCJQ

É isso.


'Trata-se de uma decepção diferente:
não penso obsessivamente,
não tenho vontade nenhuma de ligar nem de escrever cartas,
não tenho ódio nem vontade de chorar.
Em compensação também não tenho vontade de mais nada.'

Caio Fernando de Abreu.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Something.

Tá a maior moda no face colocar frasezinhas felizes - ou não - do Caio F. Abreu. Assim, nada contra, mas é que todo mundo colocando é foda. HAUHAUHAUHAUAH

Eu tô bem, sério. Descobri que era TPM da pior forma possível - menstruando. Enfim, estou bem. Agora eu tenho a Melissa. E o pessoal da sala dela, especialmente o Coelho e a Rebeca. E claro, o Esdras. DEUS, QUE MENINO LIIIINDO *____* Tá, chega de pedofilia na minha vida. Acho. Ah, se foder. Nunca se sabe, não vou mais dizer que 'nunca mais' e também não tô afim de fazer muitos planos.

Voltando à modinha do Caio F. Abreu... Eu achei um texto dele. Realmente bom. E parecido comigo.

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?

A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.

Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.” 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Isso vai passar.

Quando eu era mais nova - não que eu seja lá muito velha - eu tinha uma ideia de felicidade. Era tipo, crescer, fazer uma faculdade foda, ganhar na loteria e comprar uma casa foda, não precisar nunca mais trabalhar na vida e passar o resto dos meus dias fazendo faculdades, cuidando dos meus filhos, da minha casa foda e do meu marido.

Invernos, impérios, mistérios,
Lembranças, cobranças, vinganças,
Assim como a dor
Que fere o peito, isso vai passar
Também.

E toda vez que eu fico triste hoje eu lembro desse ideal que eu tinha de felicidade. Cara, eu quero realmente tudo isso ainda. Mas se isso tudo vai me fazer feliz já são outros quinhentos.

E todo medo, desespero e a alegria
E a tempestade, a falsidade, a calmaria
E os teus espinhos
E o frio que eu sinto,
Isso vai passar, também.

Eu penso em cada item da minha 'lista da felicidade'. Eu cresci, às vezes acho que até demais. Mas entra a parte da faculdade. Gastronomia é um curso lindo, mas não é pra mim. Eu tô coreografando um musical e eu tô tão feliz, e a cadeira que eu mais gostei foi opcional de teatro. Acho que isso só prova o que a minha mãe diz quando fala que eu deveria ter feito teatro. Mas sendo muito sincera, eu não iria ganhar dinheiro nem fodendo com teatro. E eu nunca acertei mais de dois números na loteria.

Saudades, vaidades, verdades,
Coragem, miragens e a imagem
No espelho,
Como a dor que fere o peito,
Isso vai passar,
Também.

Tinha uma casa na Jovita Feitosa que eu achava perfeita; ela tava até à venda, e eu cheguei a anotar o número pra ligar caso quisesse comprar. Mas eu nunca liguei. E ela foi vendida já, tão até reformando. Toda vez que eu passo lá eu sinto vontade de chorar e eu sei que é estúpido, mas dói pra caramba saber que ela foi a casa dos meus sonhos por mais de um ano e agora ela foi vendida por alguém que nem vai cuidar dela direito, porque eu cuidaria muito melhor.

E todo medo, desespero e a alegria
E a tempestade, a falsidade, a calmaria

E meus filhos... Dependem de um fator crucial de ter um pai pra fazê-los. E o pai que eu queria não tem certeza do que sente por mim. E isso dói mais que saber que eu tô num curso que me deprime, mais do que não ganhar na loteria, mais do que ter perdido uma casa que eu nunca tive. Porque ele era a única coisa da minha lista que realmente importava e a única que era real. E isso eu perdi também. Eu tô destruída como eu achei que nunca mais conseguiria ficar. E eu sei que eu tenho uma vida toda pela frente, que eu posso ainda ter tudo da minha lista, mas. Ainda tá doendo e eu não quero pensar em como eu vou ser feliz no futuro, porque meu presente tá uma merda muito fedida.

E os teus espinhos
E o frio que eu sinto,
Isso vai passar, também.

http://www.youtube.com/watch?v=q5Prm9-c_EY&feature=related

- Eu definitivamente tenho que parar de ouvir essas músicas que só me deprimem. Alguém quer beber comigo?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não consigo não me iludir.

Eu não sei ficar sozinha, sei lá. Só a ideia de ficar sozinha me assusta. Não tô falando só em término de namoro. Eu falo em amigos, família, todo o resto. Deve ser porque meu signo não gosta de mudanças e meu ascendente é bipolar. Deve ser.

Ai, como eu tô carente, tenho que sair dessa vida T.T

sábado, 30 de julho de 2011

Poxa.

A Morgana vai embora. Não consigo pensar, falar e escrever mais nada. Desculpem.

Odeio quando minha ficha cai.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Julie e Julia.

É, eu vi Julie e Julia depois de uns bons anos de um monte de gente enchendo meu saquinho pra ver esse filme. Eu não me lembro de ficar tão deprimida com um filme. MEU DEUS, A QUEM EU ESTOU ENGANADO?! EU NÃO SEI COZINHAR, POR QUE CARGAS D'ÁGUA EU AINDA TÔ ME MATRICULANDO EM GASTRONOMIA?! Ah, que se foda ser a primeira turma, que se lasque todo mundo. Eu odeio, odeio, odeio aquelas aulas. Eu gosto de comer, porcaria. DE COMER!!! Odeio, odeio tudo isso. Odeio mesmo. Odeio meus professores, todos eles, sem exceção. Tá, tem o Paulo. Mas até ele, porra. Sabe, quando eu encontro com ele, ele sempre fala 'Oi, Dalila, e aí?' E eu fico pensando 'Poxa, ele espera alguma coisa de mim.' Aliás, todo mundo espera. Eu tô doente, muito donte, e a culpa foi toda, toda minha, porque eu sou uma irresponsável que pensa que vai ganhar na loteria e não precisar trabalhar, mas porra, eu quase morri. A minha família toda deve tá pensando que eu sou uma puta que não para de trepar com o  namorado sem camisinha, e porra. Não é verdade. Mas eu nem quero falar sobre isso, porque acho que talvez alguém se dê ao trabalho de ler isso aqui além de mim e eu REALMENTE não tô a fim de falar nisso. E não, eu não tô grávida nem tive um aborto. No momento só tô com uns sangramentos e a médica disse que eu vou ficar bem. Eu espero sinceramente que sim, eu quero ter um filho um dia. Mas pra que? Eu nem sei o que eu quero da minha vida, poxa. Não sei o que eu tô fazendo na faculdade, fico adiando mandar meu currículo pra algum lugar e acho que vou passar a minha vida toda presa na porcaria de uma cozinha de alguma lanchonete que vai me explorar até eu perder toda a alegria de viver. Se é que eu já não perdi. Os amigos que eu fiz na faculdade estão cada vez mais afastados de mim, a pessoa que eu mais me identifico na faculdade foi mãe aos 17 anos e o meu maior amigo, o mais engraçado, o que mais me anima e mais amo, de todo coração... Meu namorado morre de ciúme. Nunca mais visitei o FB, morro de saudade do Átila, da Morg, da Teddy, do Cord, ah, Deus, o Zé. Até da Barbie. Merda, esqueci o nome dele de novo. Bem, agora ele parece mais o Kurt Cobain, tá gato, pena que é baixinho, mas isso NÃO VEM AO CASO. Eu devia ter feito jornalismo, devia ir pra congressos na Conchinchina e fazer um monte de amigos gays. Devia voltar à minha fase esotérica e refazer a porcaria do meu mapa astral pra ver se eu consigo tomar um rumo. Nem na igreja eu vou mais. Eu nem lembro quando eu rezei pela última vez. O fato é que meu pai cozinhava e ele era tão feliz, e minha mãe cozinha tão bem, e ela aprendeu com ele tudo que sabe hoje, e ela comprou milhares de coletâneas com receitas e mais receitas que eu fico dizendo 'puxa, eu tenho que fazer isso' e nunca faço, porque eu nunca termino nada, nada que eu faço. Até o meu blog eu abandonei. Eu escrevia todo dia no começo e agora, poxa. Eu escrevi na páscoa. NA PÁSCOA! Julho já tá acabando. Eu não paro de ler, eu resolvi que ia ler os livros do Clube da Leitura, já li:
  • Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
  • Madame Bovary - Gustave Flaubert
  • O Guarani - José de Alencar
  • Cem Anos de Solidão - Gabriel García Marques
  • Crepúsculo - Stephenie Meyer
  • Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley
  • Orgulho e Preconceito - Jane Austen
  • O Menino do Dedo Verde - Maurice Druon
  • Viagem ao Centro da Terra - Júlio Verne
  • A Marca de uma Lágrima - Pedro Bandeira
Na verdade não terminei Madame Bovary e estou lendo Cem Anos de Solidão, que não é lá essas coisas. Nove dos 37, contando com meio Bovary, meio Anos de Solidão. Emagreci cinco quilos em vinte dias e tô constantemente me achando com cara de doente. Eu quero fazer um bolo desdo meu aniversário de namoro, que, rá, eu passei no hospital com o pobre do Pedro segurando minha mão enquanto eu me recuperava da dose cavalar de anestesia que a vaca/santa da minha médica me deu. Vaca pela anestesia, santa pela ajuda. Ele segurou meu cabelo enquanto eu vomitava feito a Amy Winehouse depois de uma bebedeira, que Deus a tenha falando nisso, ao invés de ir ao cinema e comer um bolo confeitado. Acho que vou acabar casando com ele. Aliás, meu namoro é a única coisa que anda bem, além, por incrível que pareça, da minha relação com a Madrinha, que cuidou de mim como se fosse minha mãe, talvez até melhor que ela. Eu olho pra onde eu vim parar e não lembro como cheguei aqui. Enfim, eu já até esqueci porque eu comecei a escrever e a chorar feito uma doida na frente do computador; o fato é que eu não tô bem e só um bolo de chocolate ia me animar agora. E eu nem posso fazer um, porque tenho que ficar em repouso. Mas quando eu melhorar, eu vou fazer esse aqui. E vou comer só com meu tão dedicado e carinhoso (e ciumento) namorado, e tentar me desculpar por não ter tido condições de fazer antes, pra comemorar nosso dia.

 E não, eu não vou me dar um prazo pra fazer um monte de receitas. Eu tenho mais o que fazer, como me deprimir enrolada em um lençol o dia todo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Páscoa.

Porra, odeio ficar doente. Especialmente em véspera de feriado. Mas é a vida. Fiz um monte de ovos de chocolate e o coitado do Pedro foi me ajudar. No fim, eu já tava quase desmaiando de cansaço. Ah, o Pedro foi pra Nova Russas comigo. Trancado, mas foi. Meu avô nem falou comigo direito, com a cara fechada. Tsc, tsc, sou uma rebelde promíscua agora. O Pedro achava que Nova Russas era uma cidade com uma igreja e umas casinhas de taipo em volta. Pobre coitado.
Nova Russas é uma cidade da região dos Sertões Cearenses, microrregião dos Sertões de Crateús. Desmembrada de Ipueiras em 1933, está a 240m de altitude, 299 Km distante de Fortaleza e em 2007 o IBGE estimava a sua população em 30.615 habitantes. Tem como padroeira Nossa Senhora das Graças. Faz divisa com Ipueiras, Ipu, Ipaporanga, Crateús, Catunda, Santa Quitéria, Ararendá e Poranga. Sua origens datam do final do século XVIII, dos sítios Curtume e Olho D'Água Grande, onde a linha férrea Sobral-Crateús instalou Estação de passageiros e cargas em 1910. Tornou-se vila em 1922 e foi elevada à categoria de Município, mantendo o nome atual, em 1938. Antes, pertencia ao município de Ipueiras, do qual se desmembrou em definitivo. O marco inicial do atual Município de Nova Russas foi a fazenda "Curtume", de propriedade de Manuel Peixoto. Em 1876, Manuel Peixoto doou terra para a construção de uma capela em homenagem à Nossa Senhora das Graças, tendo o vigário de Tamboril, um padre natural do povoado de São Sebastião de Russas, supervisionando as obras e dando ao lugar o nome de Nova Russas, numa alusão ao seu torrão natal. Após 1910, com a passagem da estrada de ferro e a inauguração da estação local, o povoamento tomou um maior surto de desenvolvimento. A paróquia de Nova Russas, devota de Nossa Senhora das Graças, foi criada por ato do Bispo Dom José Tupinambá da Frota, no dia 15 de agosto de 1937, sendo seu primeiro vigário o Padre Francisco Ferreira de Morais. Tem como destritos Canindezinho, Major Simplício, Nova Betânia e São Pedro. Tem uma área de aproximadamente 741,4km². Seus acidentes geográficos são os rios Acaraú, Diamante, Coronel Feitosa; os riachos Coroa Brava, Gurguésia, Curtume, Coronel Feitosa, Gurguéia, Pau Branco; e a Serra da Ibiapaba. Sua média pluviométrica tem média anual de 851mm. É conhecida como a capital nacional do crochê e seus principais eventos são o Carnaval e a Festa da Padroeira, que ocorre de 5 a 15 de agosto, todos os anos.
Apos uns 40 minutos dando uma volta de carro rápida na cidade, acho que ele percebeu que NR não é um buraco. Até porque está acima do nível do mar. A gente foi aos Ferreiros, a fazendo do meu avô. Mostrei minhas duas vaquinhas charmosas e o açude pequeno. Uma pena o caminho pras mangueiras e pro açude grande estar horrível pra passar de carro, por causa das chuvas. Mas tava tudo verdinho e bonito, e ele até quicou umas pedrinhas no açudinho.

Foi ótimo. Foi lindo. E teve muuuuuuuuuuuuito chocolate!


Quando chegamos de viagem, eu cheguei passando mal. Mas tinha a peça pra apresentar no Grupo, e, por favor, né?, era a primeira peça que eu coordenava, eu TINHA que estar lá. O Pedro foi comigo ao Grupo (tadinho do rockeiro; o amor é tão forte...) e viu minha peça. Depois a gente voltou pra casa, comemos um pedaço do nosso ovo de páscoa, cochilamos e ele foi embora. O pai dele adorou o ovinho branco com um bigode de chocolate meio amargo. xP

Enfim, tô com sensação de dever cumprido. Mas agora é voltar pra realidade e fazer os milhões de trabalhos que os professores passam, afemaria, pensam que a gente é um bando de desocupados, que não temos mais nada pra fazer...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Eu voltei a voar.

Comecei essa postagem dia 28 de março, mas só pude concluí-la agora.

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Eu fui nesse fim de semana a uma viagem que mudou muita coisa em mim. Muita coisa mesmo. Sabe, eu fui com a Cindy e o Ed, que são duas pessoas que eu sinceramente adoraria morar junto. Os C.A.s de todos os cursos e campi (pelo menos em teoria) se reuniram numa fazenda experimental na UFC em Pentecoste. Eu perdi o aniversário da Raquel, prima do Pedro, perdi o grupo - que eu não podia faltar MESMO - e a missa. Mas não me arrependo nada, sabe?

Ficamos numa suíte os CAs da gastronomia e da química, ou seja, só conhecidos limpinhos, engraçados e companheiros. E sem tanta putaria, como nas outras suítes. Chegamos na sexta, quase à meia noite. Lanchamos, nos reunimos (em segredo, hihi, somos oposição... PROPOSIÇÃO) no quarto da putaria (não me faça dizer o porquê desse apelido) e eu fui jogar sinuca com algumas pessoas do campus de Sobral. As pessoas foram saindo, saindo... até que eu virei a noite jogando com o Alan. A gente viu o nascer do sol, junto com os macon... quer dizer, com outros colegas não muito ajuizados.

No dia seguinte, ou no mesmo, sei lá, eu dormi até 12h e fui almoçar. Depois eu fui à reunião de planejamento. À noite, mais reunião, sobre os problemas dos campi separadamente. Demorou pra caramba, nossa, nunca pensei que tivéssemos tantos problemas! Quando acabou, mais de meia noite, a gente simplesmente saiu e foi até uma capelinha, beber, conversar, rir alto e cantar. Do lado de fora da capela, não sei se ficou claro. Acabei virando a noite de novo, com o Alan novamente. Meu Deus, ele é muito paciente. Eu descobri que sou uma bêbada chata. HUAHAUHAHUAHU' Mas jogo sinuca melhor quando bebo. Mas não vou beber de novo, definitivamente não nasci pra isso.

Ouvi muito Zeca Baleiro. Tô meio que viciada. Toda vez que eu ouvir Azulejo eu vou me lembrar de um dos melhores fins de semana da minha vida. Não só pela bagunça e pela sinuca. Mas pelas pessoas que eu conheci, os novos amigos que fiz, o intercâmbio incrível de ideias e de projetos, a paixão inesperada pela luta estudantil, meu Deus. É estranho perceber que eu pensava que movimento estudantil se resumia a Cara Pintadas / Ditadura. Ainda tenho pelo que lutar, pelos meus direitos, pelos meus deveres, por mim, por meus colegas. Nossa, eu voltei a ser revolucionária! Pybore, eu voltei a ter meus olhos brilhando! Eu voltei à revolução, à nossa revolução! E sempre que eu lembrar desse fim de semana eu vou ouvir Al Otro Lado Del Rio como trilha sonora.

Aqui, uns versos nostálgicos da Jak, do CA de Psicologia de Sobral, que falam muito sobre o fim de semana. Em seguida, meus futuros colegas de casa. Ah, amo muito vocês. (e o cachorro não vai, nem adianta.)

Nos conhecemos, olhares trocados
sorrisos soltos, vozes susurradas
(...)
Hora de partir, uma angústia no peito
semanas pensando no que aconteceu
saudade (...)


 

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